A Superintendência Municipal de Trânsito está impedida de cumprir várias atividades, de sua competência, em razão de problemas contratuais com empresas prestadoras de serviços. A conclusão é do vereador Silvio Dias (PT), fundamentado em declarações do próprio titular do órgão, Ricardo do Farol, em recente entrevista a um programa de rádio.
O petista falou sobre o assunto na sessão desta quarta-feira (26). Segundo ele, o superintendente relatou as “condições em que encontrou a SMT, sem o mínimo para funcionar”. E que a “ausência de contratos, ou contratos atrasados, o impedem de realizar algumas ações”. Silvio, então, questionou sobre “onde estão os recursos da Superintendência, já que há grande quantidade de multas aplicadas e dinheiro arrecadado”.
Ele pontuou que a Câmara tem obrigação de investigar a destinação destas verbas.
Lamentando as condições em que se encontra este órgão, o vereador listou vários problemas relacionados com a SMT e que prejudicam a comunidade, a exemplo da ausência de faixa de pedestre em determinados locais e de semáforos com a modernidade necessária “para uma cidade com quase 700 mil habitantes”.
No entanto, fez questão de enaltecer a “competência do atual responsável pela SMT, bem como o antigo gestor, major Moacir Lima, pessoas que conheço e confio”. Acrescentou que dirigentes de outras áreas do município, como educação e saúde, também informaram que há contratos com pagamentos atrasados, enquanto na Secretaria de Desenvolvimento Urbano “foram encontradas máquinas sucateadas”.
Para o também petista Professor Ivamberg, o fato da ausência de recursos, na Superintendência Municipal de Trânsito, é grave e deve ser alvo de representação ao Ministério Público, “para sabermos o que a Prefeitura fez com os recursos das multas”.
ASCOM