Publicado por Osvaldo Cruz em 10/03/2018 às 3:28 pm Nenhum Comentário

naom_5aa3a6cd7f23eempresário Joesley Batista, dono da J&F, deixou a prisão na noite desta sexta-feira (9) em São Paulo. Ele estava detido desde setembro do ano passado na carceragem da Polícia Federal na capital paulista. Joesley deixou o local sem tornozeleira. O mesmo ocorreu com seu irmão, Wesley, quando deixou a prisão no último dia 21.

Mais cedo, a Justiça Federal do Distrito Federal havia determinado a soltura de Joesley e do ex-executivo da empresa Ricardo Saud, já que o processo tinha sido enviado a ela pelo ministro do Supremo Edson Fachin, relator da Lava Jato. A competência para julgar o caso foi declinada para a 12ª Vara em Brasília pois os dois não têm foro especial.

Saud deixou a Papuda, em Brasília, pouco antes de Joesley ser libertado, segundo a assessoria da J&F.

Joesley foi preso por ter omitido provas em sua delação premiada, firmada com o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Ele também é acusado de envolvimento no chamado “quadrilhão do PMDB”.

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, que tomou a decisão, determinou que Joesley e Saud entreguem seus passaportes, já que não podem se “ausentar do país sem autorização judicial”.

Eles deverão ainda comparecer “a todos os atos do processo”, mantendo atualizados os seus endereços.Segundo o magistrado, Joesley estava “encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito supremo aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo”.

Afirmou ainda que, no caso, nem “sequer foi instaurada a instância penal, estando o feito na fase da investigação criminal”.

A PGR pediu a rescisão dos termos a delação, mas ainda falta a medida ser apreciada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Wesley era acusado pelo crime de “insider trading”, ou seja, uso de informação privilegiada para manipular o mercado de ações.

No caso, a empresa dos irmãos Batista teria obtido lucro ao comprar derivativos de dólar e vender ações da JBS antes da divulgação da delação premiada e lucrar com as oscilações do mercado quando a notícia veio a público.

Com informações da Folhapress.

 

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