Publicado por Osvaldo Cruz em 02/03/2018 às 1:42 pm Nenhum Comentário

naom_5a981b5023fc7proposta do Planalto é que, até junho, esteja definido o candidato do governo à presidência da República. Até lá, a equipe de do presidente Michel Temer segue se articulando para conseguir costurar uma aliança que defenda o legado do emedebista.

Nesse sentido, conforme informações de O Globo, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha tem se reunido com outros ministros que devem deixar os cargos, até abril, para concorrer a cargos políticos nas próximas eleições.

A ideia, segundo um dos principais conselheiros de Temer e também ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, é deixar claro que, para conseguirem indicar seus substitutos, os ministros e seus partidos devem, primeiro, se comprometerem com a defesa do governo durante a campanha.

A orientação teria sido dado a Temer pelo ex-presidente José Sarney, ao lamentar não ter feito o mesmo, em 1989. “No regime presidencialista é a Presidência que organiza as forças políticas. O fato de o governo Sarney não ter tido candidato levou as forças de situação a se dividirem. O governo vai ter candidato. Vamos procurar dentre os candidatos da base quem tem melhores condições eleitorais, além de liderança pessoal e popular para unir os partidos. E esse candidato pode ser qualquer um. Pode ser o Rodrigo Maia, pode ser o Henrique Meirelles, pode até surgir outro candidato”, disse Moreira.

Questionado se o próprio Temer pode ser o nome escolhido, Moreira se esquivou. “Não sei. Nem o governo, nem o presidente Temer vão trabalhar para que seja ele. O que vai pautar a ação política do governo não vai ser aquela obstinação em torno de uma única alternativa. O que importa é nós unirmos essa base, que precisa de um nome que tenha trânsito e viabilidade eleitoral. O governo não vai ter preferência, pode ser qualquer um”, destacou.

De todos os possíveis candidatos do governo, no entanto, nenhum consegue alcançar índices mínimos de representação nas pesquisa de intenção de voto. Meirelles, Maia e Temer não passam dos 3% nas sondagens.

“Vamos enfrentar um problema eleitoral: como o sistema partidário brasileiro é muito inconsistente, um bom candidato a presidente da República, com capacidade de aglutinar as forças partidárias, precisa ter viabilidade eleitoral. Porque, senão, todos serão cristianizados (abandonados). Essa aglutinação (da base) vai exigir um nome que transmita o élan e o vigor que gera a força eleitoral”, admite Moreira.

De todos os presidenciáveis, apenas o tucanos Geraldo Alckmin pontua de forma mais expressiva. Mas o governador de São Paulo – que tem evitado qualquer aproximação com Temer, para evitar se contaminar pelos baixos índices de popularidade – também não é muito bem-vindo no Planalto. Ainda mais depois da votação da denúncia contra o presidente na Câmara, quando o tucano se recusou a defendê-lo e 11 dos 12 parlamentares do PSDB votaram a favor da investigação.

“Pelo andar da carruagem, não acho que ele (Alckmin) seja a alternativa politicamente mais próxima desta base. Eu sinto no Congresso, sobretudo na Câmara, uma reação de muita desconfiança. Não há muita aderência, muita convivência solidária entre os outros partidos da base e o PSDB. Mas enfim, política você muda pela conversa, pelo diálogo. Hoje ele está muito distante da base”, completou Moreira.

A rejeição a Alckmin no governo é tanta que os líderes partidários que têm se aproximado dele devem ser retaliados. “Se não tiver disposto a apoiar o candidato da base, que defenda o legado, não tem porque ficar com ministério”, explica outro ministro, pedindo anonimato.

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