Publicado por Osvaldo Cruz em 03/08/2017 às 2:05 am Nenhum Comentário

thumbnail_WhatsApp Image 2017-08-02 at 17.37.23O deputado Targino Machado (PPS), denunciou um caso grave que envolve o diretor da Depin, Ricardo Brito e diz que o delegado Rodrigo Uzzum foi injustiçado por cobrar as chaves do  diretor que pertencia a um ficheiro que deveria ter  13 mil reais  e foi demitido.

“Vou narrar um fato vergonhoso que está acontecendo no Governo da Bahia, na estrutura da Secretaria de Segurança Pública.

Quando um delegado prende pessoas que estão de posse de dinheiro o procedimento correto é a remessa pela autoridade policial do inquérito à delegacia especializada, no caso, a delegacia de furtos e roubos, que é a delegacia competente para o registro e remessa do dinheiro à justiça.

Observem o que aconteceu em Feira de Santana em 2014. O então delegado coordenador de polícia, ao tomar conhecimento da prisão de pessoas que estavam de posse de mais de R$13.000,00, em espécie, de forma suspeita, solicitou que o inquérito policial relativo ao caso, após concluído pela delegada plantonista, lhe fosse encaminhado juntamente com o dinheiro. O procedimento correto era enviar a delegacia de furtos e roubos juntamente com o dinheiro.

Ao receber o inquérito e o dinheiro, o delegado coordenador de polícia de Feira de Santana, à época (2014), ao invés de emitir um DAE para depósito do dinheiro, remeteu o citado inquérito à delegacia de furtos e roubos, mediante um ofício da coordenadoria, onde constava a remessa do inquérito acompanhado do dinheiro, porém o dinheiro não foi encontrado. Quando o escrivão e o delegado da furtos e roubos de Feira de Santana perceberam que estavam recebendo o inquérito sem o dinheiro, devolveram de imediato à coordenadoria de polícia de Feira de Santana.

Quando este fato ocorreu o coordenador de polícia de Feira de Santana era o Dr. Ricardo Esteves Brito, que determinou ao escrivão de polícia que fizesse uma certidão atestando que o dinheiro estava no cartório, sendo que o coordenador de polícia, Dr. Ricardo Brito ficou com o dinheiro, que foi supostamente guardado em um gaveteiro no seu gabinete, segundo informações colhidas.

No início do ano seguinte (2015), o delegado Ricardo Brito foi promovido a diretor do Depin. Ficou em seu lugar o delegado Jobson por apenas 45 dias e, segundo consta, pediu para sair da coordenadoria por que o tal gaveteiro estava fechado, entregando o cargo ao Dr. João Uzzum. Este delegado quando não conseguiu as chaves do gaveteiro, na presença de testemunhas, lacrou o gaveteiro onde deveria estar os mais de R$13.000,00.

O delegado, novo coordenador de polícia de Feira de Santana, passou a cobrar do seu chefe imediato, o diretor do Depin, Dr. Ricardo Brito, as chaves do gaveteiro ou o comprovante de depósito do dinheiro, recebendo sempre evasivas do diretor do Depin, segundo consta.

Ocorre, que há cerca de um ano a justiça determinou o depósito do dinheiro, e após ter sido comunicado, o diretor do Depin, Dr. Ricardo Brito, ao invés de fornecer as chaves do gaveteiro para que se resgatasse o dinheiro, pegou com o escrivão um DAE para efetivar o depósito e deixou vencer o documento sem realizar o depósito. Novamente provocado o Dr. Ricardo Brito solicitou um novo DAE, também deixando vencer, somente pagando a totalidade da quantia após a expedição do 3º DAE, isto a cerca de 40 dias.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o MP de Feira de Santana instaurou uma investigação em desfavor do diretor do departamento de polícia do interior pela prática de crime de peculato e a Corregedoria, juntamente com o MP e o departamento de polícia técnica, abriram o gaveteiro encontrando apenas o ofício onde o Dr. Ricardo Brito encaminhou o inquérito à delegacia de furtos e roubos sem o dinheiro.

Foi produzido um laudo pericial que constatou estar o gaveteiro lacrado, sem sinais de arrombamento, sendo necessário um chaveiro para fazer a abertura.

O interessante é que a única providência administrativa até aqui adotada pela SSP foi exonerar o coordenador de polícia de Feira de Santana, Dr. João Uzzum, delegado honesto, que não era coordenador de polícia em 2014, que o único mal que cometeu foi cobrar providências do seu chefe imediato, o diretor do Depin, para devolver as chaves do gaveteiro ou comprovante de depósito do dinheiro. Bom frisar que o Dr. João Uzzum não estava na coordenadoria de polícia quando ocorreu o fato.

Segundo informações, somente há mais ou menos 1 mês o diretor do Depin depositou o dinheiro através de um DAE. Este fato tem tipificação penal conhecida de todos.

E aí governador Rui Costa, vossa excelência aprovou este ato cometido pelo diretor do Depin ou está com medo de demiti-lo? Será que autoridades policiais, por vezes, sabem demais. Será que o governador está com medo de exonerar o diretor do Depin?

Não tenha medo Governador, se vossa excelência agir de forma correta o povo da Bahia fará uma trincheira para lhe proteger

Ocorre, enquanto isto, a segurança pública no interior está horrível. Recomendo ao secretário de Segurança Pública e ao Governador que, por cautela, mandem investigar todos os atos do Depin no período desta diretoria.

Triste Bahia”, denunciou o deputado Targino.

 

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